Cidades do Circuito das Águas / MG

 Local: Cidades do Circuito das Águas / Minas Gerais

Data da viagem:  10 e 11/03/2012

Dia 10/03/12
Saída de Maricá/RJ:  07:10 hs
Chegada em São Lourenço/MG: 17:30 hs
Total de horas:  10h20min
Km percorridos:  501 Km
Hospedagem:  Hotel Globo de São Lourenço

Cidades Visitadas
Baependi
Caxambu
São Lourenço

Dia 11/03/12
Saída de São Lourenço/MG:  09:00 hs
Chegada em Maricá/RJ:  00:30 hs
Total de horas:  15h30min
Km percorridos:  699,8 Km

Cidades Visitadas
Soledade de Minas
Conceição do Rio Verde
Cambuquira
Campanha
Heliodora
Lambari
Carmo de Minas

Principais Rodovias pelas quais rodamos
BR-040
BR-267

BR-460
MG-153
MG-347
BR-267
BR-381
MG-456
BR-460
BR-354
BR-116

Total de Km rodados:  1.200,8 Km
Total de litros de gasolina: 57,16 L (+/- R$170,00)
Total de horas nas estradas: 25h50min
Despesas com hospedagem:  R$ 70,00
Despesas com alimentação/doces/cachaças:  R$ 181,00
Despesas com pedágios:  R$ 24,60


Depois de alguns meses ausente das estradas por motivos diversos, enfim matei minha saudade em gostoso passeio com a minha esposa pelas estradas da maravilhosa Minas Gerais.
Uma dos roteiros de viagens que já estava anotado em minha agenda a algum tempo era  percorrer as 10 cidades do Circuito das Águas.
Quando se fala em Circuito da Águas de Minas Gerais lembra-se de ínicio das cidades mais conhecidas, como Caxambú, São Lourenço, Cambuquira e Lambari.
Acontece que o Circuito das Águas é formado por 10 cidades e eu com minha grande paixão pelos visuais das estradas do interior de Minas Gerais, decidi fazer esse percurso por um trajeto que não fosse preciso percorrer uma mesma estrada na ida e na volta, mas com apens 2 dias disponíveis para essa viagem, precisei diminuir o tempo de permanência em cada cidade pela qual passei e em alguns casos sequer descemos da moto, apenas parando para fotografias, mas fiz questão de entrar em todas as cidades do Circuito, fora outras cidades que não faziam parte do Circuito das Águas, mas que visitei por curiosidade, como Matias Barbosa e Lima Duarte e outras obrigado, já que andei pegando entradas e saídas erradas, como foi o caso de Juiz de Fora, Monsenhor Paulo e Três Corações, mas é justamente aí que está a emoção de viajar sem ter destino certo, sem reservar hotel e não ter hora certa de chegar, fora que eu abomino o uso do GPS, pois acho faz perder grande parte da aventura pelas estradas que você não conhece.
Impressionante mesmo foi em pleno final de semana encontrar algumas das cidades quase que desertas, não só pelo comércio fechado, mas como também pela ausência de moradores nas ruas.
Das cidades visitadas a única em que não dei uma volta pelo centro foi em São Lourenço, pois já estive por lá umas 4 vezes, mas como adoro a cidade, escolhi como o local do nosso pernoite.
Nos dois dias de viagem foi sol durante todo o dia, mas no final da tarde era chuva, o que inclusive nos impediu de sair do Hotel para curtirmos a noite de São Lourenço na primeira noite. Na segunda noite, já voltando para casa, fomos obrigados a parar em uma rede de lanchonetes em Resende para trocarmos as roupas, pois pegamos muita chuva desde Heliodora até descermos a Serra da Mantiqueira.
De todas as viagens que eu já fiz, essa foi a que passei por maior número de acidentes nas estradas, sendo atropelamento com morte, acidente envolvendo motociclista, batida de caminhões, capotamento de automóvel e por último um caminhão baú que ficou sem freio em plena Serra da Mantiqueira, na descida de São Lourenço, isso à noite, com chuva e poucos metros à nossa frente, parecendo até cena de filme.
Mas apesar de tudo posso afirmar que o estado geral das estradas por onde passei eram excelentes e a pior trecho considero que foi a BR-040 no trecho dentro do Rio de Janeiro.
No lado direito aqui do Blog tem um mapa com o todo o percurso da viagem e as cidades que visitei.
Como sempre, a diferença de Km entre o ôdometro da moto e o mapa do Google se deve aos passeios dentro das cidades.
Tendo concluído esse passeio, posso dizer aos interessados em realizarem a mesma aventura que reservem 3 dias para o feito, pois se a garupa não tiver muita disposição vai estar quebrada ao final da viagem.
Agora pretendo começar a planejar o meu próximo passeio até Minas Gerais, que se Deus quiser será na cidade de Capitólio, à beira do Lago da Represa de Furnas.


BR-040 - Parada para foto após a praça do Pedágio em Petrópolis




BR-040 - Praça do Pedágio em Simão Pereira


Resolvi sair da BR-040 e passar por dentro da Cidade de Matias Barbosa, pois conheço uma pessoa que sempre falou bem dessa cidade, mas não vi nada de interessante, fora passar pelos trilhos de trem que eu sempre acho muito maneiro nas cidades de interior, apesar de sempre torcer para não dar de cara com aquelas imensas locomotivas de minério que demoram muito tempo para terminar de passar.






Passando por dentro da Cidade de Matias Barbosa fui sempre em frente achando que encontraria uma saída para a BR-040, só que acabei indo parar no Centro de Juiz de Fora, mas como já estive na cidade tratei de procurar a saída para a BR-040 em direção à Cidade de Lima Duarte e com isso perdi algum tempo, sendo meu primeiro erro, mas ainda era muito cedo e tinhamos bastante tempo até anoitecer.


Ainda em Juiz de Fora passei por uma galera de 4 canecos que estava entrando na Churrascaria Potência do Sul, mas eu com minha modesta 250cc resolvi procurar alguma coisa de digestão mais rápida do que churrasco.



Combinei com minha esposa que alcançando a Cidade de Lima Duarte almoçariamos no primeiro restaurante que encontrassemos e fariamos um bom descanso.



Viajar pelas estradas do interior de Minas Gerais é sempre muito gostoso, principalmente pela ausência de trânsito pesado, o que resulta em mais tranquilidade para apreciarmos a beleza das paisagens.


Enfim encontramos um restaurante com self-service de comida mineira, por sinal deliciosa, fora um doce de sidra em barra, que eu nunca havia comido, mas arrisquei de levar pra casa, tendo sido ótima escolha.

 

Após o almoço começariamos enfim a fazer o Circuito das Águas e pelo nosso roteiro a primeira cidade seria Baependi, então de barriga cheia, uma moleza danada e muita estrada pela frente seguimos rumo à Baependi.









Finalmente uma placa indicando que estavamos próximos de Baependi.


BAEPENDI - 1ª Cidade do Circuito das Águas

Logo na entrada da Cidade de Baependi tem um Hotel com construção em forma de um castelinho, bem legal.



Passando pelo Centro da Cidade não vi nada de interessante, mas confesso que eu estava mais interessado nas estradas do Circuito do que nas atrações das cidades, fora o pouco tempo que tinhamos para passarmos pelas 10 cidades.


CAXAMBU - 2ª Cidade do Circuito da Águas.


Em Caxambu, já entrando na cidade, começaram visuais muito legais e aqui valeu a pena algumas paradas para fotografias.




 


Depois de 457 Km até Caxambu e o estômago empanturrado de comida mineira ainda consegui disposição para subir toda essa escadaria só para fotografar lá do alto.












Após sairmos de Caxambu resolvemos dar uma parada em uma loja de doces e bebidas para comprarmos umas lembranças.


Nunca me liguei em comprar lembranças nas minhas viagens, até por falta de espaço no baú, mas a partir dessa viagem vou começar a comprar cachaças da roça, apesar de que esse tipo de lembrança acaba rápido lá em casa.


SÃO LOURENÇO - 3ª Cidade do Circuito da Águas.

  
Na Cidade de  São Lourenço eu já estive algumas vezes e tenho diversas fotos no Blog, então resolvi seguir direto para o Hotel Globo, onde até já sou conhecido pelos funcionários.
Chegamos em São Lourenço às 17:30 hs, após 501 Km rodados, então fomos tomar um banho para renovar as energias e sair para curtir a noite na cidade, mas não demos sorte, pois quando descemos começou a chover, restando como única alternativa ficarmos na lanchonete do Hotel.


SOLEDADE DE MINAS - 4ª Cidade do Circuito das Águas

Depois de uma noite bem dormida e um café da manhã bem farto retornamos à estrada em direção à Soledade de Minas.
Essa cidade fica apenas 8 km de distância de São Lourenço e eu ainda não conhecia, mas posso dizer que me encantei com a cidade, de tanta tranquilidade que senti enquanto estavamos passeando de moto pelas ruas, sem saber aonde estavamos entrando e aonde sairiamos, mas a cidade é realmente muito agradável, até por alguns aspectos que somente quem é apaixonado por cidades de interior consegue entender.








  
Entrando e saindo pelas ruas de Soledade de Minas acabamos por dar de cara com aquele paredão de rocha no final dessa rua e isso é outra coisa que me atrai muito, montanhas e paredões de pedreiras desativadas, então resolvi chegar o mais perto possível, mas a partir de um certo trecho acabavam os blocos de concreto e começava a rua de barro, então decidi voltar,  mas mesmo assim consegui uma bela visão do paredão de rocha.







CONCEIÇÃO DO RIO VERDE - 5ª Cidade do Circuito das Águas.

Após meu encantamento por Soledade de Minas seguimos para a próxima cidade do nosso roteiro, Conceição do Rio Verde.
Dessa placa indicativa na rodovia até o centro da cidade era muita distância, mas os visuais compensaram.
Uma pena que a minha fotógrafa não tem muita experiência, então deixou passar muita imagens que seriam fantásticas.
Uma das coisas que me impressionou foi a quantidade de casas de João de Barro que tinha no alto de cada poste, mas infelizmente ficamos sem fotos para admirar.





  
Pontezinha "Espera aí que agora é a minha vez de passar" rsrsrsrs






CAMBUQUIRA - 6ª Cidade do Circuito da Águas


Aqui me lembrei do lema dos Sem-Teto:  "Se morar é um direito, ocupar é um dever".
Só faltou fincar uma bandeira do Estrada e Liberdade para reivindicar a posse da barraca.




 



Nessas cidades do Circuito da Águas uma coisa muito comum eram ladeiras de paralelepípedos e estando com garupa e baú abarrotado eu agradecia por não estar chovendo, até por causa daquele cruzamento lá embaixo.







 


CAMPANHA - 7ª Cidade do Circuito das Águas

Outra cidade que gostei muito, apesar de ser bem maior do que Soledade de Minas, tanto que resolvemos descansar um pouco e almoçar no único restaurante que havia na praça da cidade. Por sinal a comida era saborosa e haviam muitas famílias almoçando no local.









 








Aqui mais uma ladeira das brabas, só que dessa vez subindo.


 

Saindo da Cidade de Campanha peguei a BR-267 em direção à Cidade de Heliodora, mas ao invés de sair para pegar a Rodov. Fernão Dias errei e acabei entrando na Cidade de Monsenhor Paulo, então depois de passear um pouco por lá retornamos à Rodov. Fernão Dias.





HELIODORA - 8ª Cidade do Circuito das Águas

Daqui em diante foi só chuva, as vezes fraca e por vezes forte, o que fez com que nossa passagem pelas 3 últimas cidades do Circuito das Águas fosse ainda mais rápida.





  
LAMBARI - 9ª Cidade do Circuito das Águas

Na Cidade de Lambari nem tivemos chance de parar por causa da chuva, a não ser para abastecer, mas no posto não tinha gasolina aditivada, então coloquei só 2 litros da comum para evitar surpresas até chegarmos em São Lourenço.







CARMO DE MINAS - 10ª Cidade do Circuito das Águas

Enfim, às 17:18 hs chegamos na última cidade do nosso roteiro e conseguimos concluir nossa aventura completando o Circuito das Águas de Minas Gerais, mas ainda faltava muita estrada até chegarmos em casa, o que só aconteceu às 00:30 hs, pois ainda tivemos que seguir até São Lourenço e de lá descemos a Serra da Mantiqueira até a Rodovia Presidente Dutra debaixo de muita chuva,  sem iluminação nenhuma a não ser os faróis dos carros e um trânsito intenso de carretas e caminhões.





Odômetro ao chegar em casa